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Clube Amantes da Ferrovia

Clube Amantes da Ferrevia

Diário de Bordo

Arquivo de outubro, 2009

II Encontro Histórico Ferroviário e de Ferromodelismo de Bauru-SP

20.10.2009 às 07h43 - por alexandrebock

Encontro Histórico Ferroviário e de Ferromodelismo de Bauru-SP realizado no último final de semana (dias 17 e 18 de outubro) na estação ferroviária da cidade, foi um evento carregado de emoção e nostalgia que evidenciou para todos que ali estavam o quanto o transporte ferroviário exerce um fascínio comparável a idolatria da aviação e indústria automobilística. O evento também marcou a solenidade de aquisição do prédio da antiga estação pela prefeitura da cidade que pretende reformar e utilizar o local em um futuro próximo. Compartilho com vocês algumas fotos e espero que sejam do agrado de todos.

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PASSAGEIRA OCULTA

02.10.2009 às 11h59 - por Fatima Venutti

locomotiva-estacionada-em-rio-natal           

 

 

Ela nunca tinha ganhado um brinquedo daquele. Um Ferrorama. Já tinha visto alguns em revistas, vitrines de lojas, pela TV e até mesmo nas mãos de crianças com mais condições financeiras que ela. Ali, agachada, de cócoras mesmo, sob o enorme teto do pátio da estação, com tantas e tantas outras locomotivas esquecidas, seus olhos seguiam aquela máquina de brinquedo em cada curva, cada ponte que cruzava e esperava, ansiosa, pelo som do apito repentino. O colorido, a riqueza dos detalhes que imitavam as máquinas originais, os desenhos nos vagões, janelas e plataformas. Estava fascinada diante dos movimentos da locomotiva, do som que invadia o espaço do pátio da estação e a fazia adentrar em um dos vagões, transformando-a em passageira e permitindo o vento na janela emaranhar sua longa cabeleira.  Ali era o seu mundo e tinha essa como única certeza de sua felicidade. O desenho dos trilhos, dormentes, às vezes cortados por desvios, os postes, a paisagem por vezes bucólica, outras urbana, pontes e estações sem passageiros reais, o chacoalho. Ah. O inesquecível canto do chacoalho de um trem, com mais ou menos velocidade, o embalo poético e literalmente inconfundível. Uma viagem sem parada final. Ela poderia ficar observando, admirando o brinquedo por muito tempo, muitas horas. Estava enfeitiçada. E agora, este era seu. Somente seu.

               Nunca um dia tinha amanhecido tão perfeitamente propício ao passeio. Final de outono, o frio aquecido pelo sol e uma luz especial. Muito especial. Tanto quanto eu merecia sentir e me entregar. Às dez horas a composição iria partir. Tentava, há meses, conseguir um lugar naquele passeio. Mas a disputa dos turistas era grande, pois vinham de várias regiões de Santa Catarina. Crianças, jovens, adultos e muitos idosos (estes, os mais efusivos e emocionados). Alguns grupos reservavam um vagão inteiro. Precisei agendar com dois meses de antecedência e minha ansiedade em chegar ali durou exatos 60 dias e muitos avisos eufóricos aos amigos.

               Quando avistei, pela primeira vez, a Estação Ferroviária de Rio Negrinho, sede do Museu Dinâmico da Maria-Fumaça. vindo de carro pelo centro da cidade, tive que conter a pulsação de meu sangue. O coração acelerou. Podia sentir a intensidade, a força de meus batimentos cardíacos, o sangue entrando e saindo pela Aorta e o músculo inchando, feito um balão. Era a chamada “pura emoção e excitação” e eu sabia que a sentiria. Puramente previsível. O carro foi estacionando na lateral da entrada da estação de Rio Negrinho, mas eu já buscava os primeiros contatos visuais com alguns vagões e maquinários antigos, de madeira, estacionados no gigantesco pátio. Não me continha em descer logo do carro, atravessar a rua correndo, feito uma criança, e me deixar envolver por todo o encanto que o trem proporcionava a mim, egoisticamente. Eram nove e meia e tinha tempo suficiente pra conhecer tudo o que estava à mostra e escondido sob o gigantesco e velho telhado de zinco. Queria ver, sentir e fotografar nada mais que o tudo. Desta vez, quem sabe, descobrir os porquês de meus devaneios com o tema e do quanto ele me causa excitação.

               Uma belíssima Locomotiva 155, tipo Mikado, americana, fabricada em 1941, com seus 3,5m de altura, imponente, magnificamente bem cuidada, com um enorme nariz vermelho que trazia sua identificação cravada me recepcionou, quando adentrei no solo da estação. Para mim, um solo mais que sagrado. Eu nunca tinha visto uma Maria-Fumaça, ao vivo e a cores. Muito menos viajado numa. Minhas experiências com o trem foram já na época da eletricidade. E a imagem pura e imponente daquela máquina me causava uma enorme euforia infantil, calibrada por um desejo há muito resguardado: andar novamente de trem.

                Algumas pessoas circulavam de lá pra cá, buscando informações sobre o embarque, bilhetes, registrando as imagens em fotos, capturando momentos, enfim. Eu, ali, completamente deslumbrada e irradiada pela presença daquelas máquinas e da expectativa da viagem, após longos 17 anos desde a última para Quatá, em São Paulo. Alguns homens e jovens voluntários da Associação Brasileira de Preservação das Ferrovias (ABPF) verificavam o óleo, a pressão e as condições da locomotiva para iniciar o passeio. Eu namorava cada movimento de olhar e mãos sobre aquele verdadeiro monumento literalmente esfumaçante. Observava o macacão dos mecânicos e tentava contar cada marca de óleo ou graxa gravada na trama do tecido, identificando no tempo a idade daquela matriz. A viagem sairia da estação de Rio Negrinho com chegada prevista em duas horas em Rio Natal, região pertencente a São Bento do Sul. Lá almoçaríamos, retornando a Rio Negrinho no final daquele dia.

               Adentrando a estação, uma rampa de acesso com enormes e antigos tijolos calcificados (como na maioria das estações de trem) conduziu-me à entrada da “Sala de Bilhetes” (aquela placa devia estar ali desde a inauguração) e também Museu da estação. Ali, a arquitetura mantinha sua originalidade (inaugurada em 1913) desde as placas indicativas ao guichê de bilhetes, um quadrante recorte na parede (mais ou menos 40cmx 40 cm) e uma grade de proteção separando a bilheteria do passageiro. Ali me vi criança de novo, de mãos dadas à minha mãe e tentando, na ponta dos pés, enxergar o que ou quem estava do outro lado da grade. Reportava-me ao tempo e a lugares que sabia, de alguma forma, já tinha vivido intensamente. Algumas peças compunham a pequena sala na tentativa de resguardar o mínimo acervo de memória dos objetos que a ferrovia e os funcionários utilizavam e ainda, protegida por uma parede de vidro, uma maquete da ferrovia e suas montanhas emolduravam o cenário… Apesar do momento e das pessoas que se serviriam do passeio, transpunha-me a outro século e respirava o ar que percorria aquela sala e através dos veios das paredes. A penumbra do espaço era minha condutora ao passado, mesmo jamais tendo estado ali. Estava fascinada e inebriada por memórias.

               Havia pouco tempo até a partida. Desejava ver, tocar e sentir o muito do que estar ali representava pra mim. Havia resgates que eu precisava compreender para aceitá-los definitivamente como meus e necessários. O trem era um deles. Caminhando pela pequena estação, de um lado, as composições, quatro vagões em madeira ripada verticalmente, pintados de um vermelho-terra queimado, pequenas janelas retangulares emolduradas num amarelo ouro de intensa nostalgia capaz de proporcionar desejos de fotografia ao mais ingênuo olhar, registro de imagens interiores, exteriores, peças, detalhes, nada mais que tudo que lhe pertencia e estava ali, à nossa disposição e impregnado de magia, fantasia e paixão. Mas foi atrás da estação que encontrei preciosidades. Um acervo diversificado com várias locomotivas a vapor, vagões antigos e peças em geral relacionadas à história ferroviária no Brasil. Encostadas, empoeiradas, algumas mutiladas, muitas outras enferrujadas sendo cuidadosamente restauradas na intenção de voltarem a funcionar pelos trilhos. Meu encanto maior foi uma linda Locomotiva 311. modelo Ten-Wheel  (4-6-0), americana, fabricada em 1913 e, segundo informaram, estava sendo preparada para entrar em circulação. Uma raridade, ali à mostra e eu completamente encantada, saudando-a como a uma nobre realeza. O pátio, mais adiante, estava repleto de antigos vagões. Alguns talvez, transformados em dormitórios. Mas efetivamente o que impressionava era a paixão que movia aquelas pessoas, homens, mulheres e jovens, todos voluntários (alguns ex–funcionários e seus filhos e netos – duas gerações vividas na ferrovia) pelo fascínio que o trem irradiava e os determinava a lutar para manter vivas memórias históricas, políticas, econômicas e sociais, locomotivas, trilhos e dormentes a todo vapor, literalmente falando. Mais do que pessoas, o trem, por décadas a fio, transportou sonhos, encontros, reencontros, perdas, mudanças e acima de tudo trouxe o progresso e o futuro à região. Estes últimos, por quem foi derrotado.

               Vagarosamente subi os degraus da plataforma de acesso ao interior do vagão determinado no bilhete de passagem.  Seria o primeiro, depois da locomotiva. Restaurado, segundo informações, todos eles ainda eram das décadas de 20 e 30 e mantêm até hoje, sua identidade nostálgica.   Poltronas 36 e 37, à esquerda. Adentrando, fui respirando o passado pelo teto côncavo, lustres originais, piso de madeira envernizada, poltronas na cor amarelo-bebê restauradas com napa sintética, cuidadosamente contrastando com o amarelo forte das janelas e da ferragem original das prateleiras / bagageiros em suas mãos-francesas delicadamente curvadas em estilo inglês.  Nas janelas, o bronze das dobradiças confessava sua idade e as “borboletas” que prendiam o vidro da janela suspensa, compunham de forma escultural o cenário. Tudo era de um cuidado e de uma preservação que nos conduziam certamente ao túnel do tempo. Deu-se então, o primeiro apito.

               Ela suspirou e as lágrimas misturaram-se ao vermelho do sangue na corrente sanguínea e o coração bombou mais forte. E vieram sensações, lembranças, imagens. Um pacote completo. A “menina de trem” olhou pela janela ao ouvir o apito, o sino e procurou tio Chico na estação. O velho quepe surrado e o bastão que seria transportado à próxima estação. A locomotiva começou a bufar e a fumaça branca veio passeando, desenhando sobre os vagões, enquanto os passageiros se acomodavam em suas poltronas marcadas. Ansiedade, alegria e um enorme feitiço a todos tomaram. Foi quando ela, a Maria-Fumaça apitou pela segunda vez.

               Impossível não voltar no tempo, não reverenciar memórias e não reencontrar-me novamente na velha Estação Julio Prestes, em São Paulo, esperando o terceiro apito daquele velho trem Prata e o iniciar do bailado do sacolejo. Um voluntário da ABPF, vestindo um velho uniforme de funcionário da ferrovia e seu garboso quepe desbotado introduziu a todos na história da locomotiva, dos vagões, registrou como seria o passeio, a ida, volta, parada, almoço e retorno. Tudo com uma alegria e personalidade típicas de alguém que ali estava com o prazer pela e para a ferrovia.  Vez por outra, vinha nos visitar no vagão e adiantar as emoções que estariam reservadas. Ouviu-se o terceiro e último apito.

               A majestade iniciou sua caminhada, vagarosamente, aquecendo as chaminés e soltando lufadas de fumaça, feito um cachimbo gigantesco desenhando sobre os vagões e no céu a sua identidade. De meio rosto na janela, queria sentir novamente aquele vento na face e o perigo de um galho de árvore esbarrando no vagão, desejando entrar. Aos poucos, a melodia do chacoalhar dos vagões sobre os trilhos foi permeando os sentidos e mergulhei profundamente em minha história.  Respirei os cheiros e gostos de uma infância que insistia em não desaparecer e eu em me alimentar cada vez mais dela.

               Sentada na poltrona, lado janela, pernas dobradas sob o vestido colorido de flores do campo, sapatos envernizados jogados ao chão, cabelos negros cacheados até os ombros e na face, uma luz perpétua de sua felicidade. Era o trem a sua passagem para o paraíso de seus sonhos e imagens. Aquela poltrona era o seu lugar. Lá fora, o lindo e perfeito sábado de outono com o sol emoldurando aquela janela, naquele vagão uma menina escondida em lembranças de uma mulher literalmente apaixonada pelos sons e cheiros que o trem lhe presenteava. Ela esperava o vendedor de chocolate quente ou de mexericas, ou ainda guloseimas.  Ansiosa por ouvir seus avisos, chamados ao longe desde o vagão anterior, abrindo a porta de acesso entre os vagões, ajeitando-se no corredor, equilibrando-se no sacolejo. Não vieram. Salivava em sua boca o gosto e a espuma daquele chocolate. Voltou-se para a visão da janela, abraçou os joelhos e engoliu todo o seu choro interno de saudade. Soluçou suas vontades e adormeceu.

              A paisagem, além das belezas naturais da região da Serra do Mar, reserva-nos surpresas. Pontes erguidas sobre enormes pedras (já quase centenárias) por onde os trilhos se compõem e transfiguram a paisagem enigmática do tempo. Verdadeiras telas de arte não pintadas. São as cores, casas, rostos, veias e veios na floresta e o pulso forte das rodas sobre os trilhos que transfiguram toda e qualquer teoria filosófica de que “não há progresso sem perdas”. A tecnologia está hoje, dentro do nosso passado, através do GPS na locomotiva. Ao se aproximar de regiões habitadas ou passagem sobre nível, o apito saúda a todos de fora e de dentro dos vagões. É emocionante ver e sentir como a população ainda se encanta com a passagem do trem e vai acenando, saudando das janelas das casas, nas ruas, as crianças correndo ao encontro para cumprimentar aos passageiros. É o fascínio da máquina que há séculos conduz e inebria a mente do Homem em puro deslumbramento. Podia avistar, da janela, quando o trem fazia a curva para esquerda, alguns homens em pé, sobre o vagão que carregava as madeiras que eram lançadas na fornalha. O vento que empurrava os corpos e trazia a liberdade banhando cada um deles, como uma benção. Invejei estar ali, viajando sobre as pequenas toras de madeira.

              E como não podia deixar de ter: os túneis. Quatro no total estão no trajeto até Rio Natal e, antes de passar por eles, a locomotiva solta três curtos apitos, avisando-nos de sua proximidade. Trinta minutos depois da partida de Rio Negrinho, o trem para na estação de Serra Alta, em São Bento. Daqui a viagem segue até o povoado de Rio Natal, já na descida da Serra do Mar. O trem não chega até a estação. Desembarcamos antes, em uma igreja da localidade próxima à linha, onde nos é oferecido um almoço. Como não há plataforma de desembarque, escadas de alvenaria foram instaladas para que os passageiros pudessem descer com conforto. Cuidadosamente as plataformas são alinhadas ao encontro da escada. O pessoal da ABPF então leva a locomotiva e os vagões até o pátio da estação a fim de liberar a linha para o tráfego dos cargueiros e também para manobras e lubrificação, inspeção e limpeza dos carros, retornando depois à igreja onde recolhe novamente os passageiros.

               Após o almoço, o retorno. Subida forte em que a locomotiva recebe carvão mineral para poder sustentar o peso dos vagões. O branco da fumaça da madeira é substituído pelo cinza escuro do carvão e há que se ter cuidado ao atravessar os túneis. Nosso cicerone nos avisa que as janelas têm que estar fechadas, pois ao adentrarmos o túnel, o cheiro da fumaça, a fuligem e o enxofre invadem o vagão e podem incomodar. Adivinhem se eu não me esqueci de fechar as janelas?

               Por volta das 15h30 a locomotiva encostou-se à estação de Rio Negrinho. Os passageiros nostálgicos desembarcaram, mais algumas fotos de dentro do vagão, agora vazio e uma expectativa: até quando continuarão nessa luta de resgate de memória?

             Ainda permaneci alguns instantes na estação, presenciando o desengate da locomotiva e o novo engate no trem reboque que a conduziria ao descanso mais que necessário e merecido. Caminhei ao longo dos trilhos, sentido centro da cidade com o pensamento muito distante de minha vida atual. Uma viagem daquelas, além da fumaça no cabelo e roupas e do apito que insistia em habitar minha mente, conduzira ao resgate de momentos e passagens tão especiais que não desejaria apagar, jamais.

               O reboque foi passando por nós, vagarosamente, abraçado carinhosamente a Locomotiva 511 para o pátio de manobras. Foi quando vi aquela menina de cabelos negros e cacheados debruçada na janelinha da frente, acenando pra mim. Arranquei-me então a promessa de uma próxima viagem. Outro trajeto, outra cidade, outros resgates de tantos outros passados, em mim.

 

N.A.: A ABPF (Associação Brasileira de Preservação das Ferrovias) foi fundada pelo francês Patrick Dollinger. Atualmente atinge todo o país e tem conseguido recuperar partes importantes da história ferroviária do Brasil. Em Santa Catarina, a ABPF teve sua primeira regional fundada em março de 1993, na cidade de Rio Negrinho. A regional do Vale do Itajaí foi fundada em outubro de 1995 e seu atual coordenador e administrador é o Sr. Luiz Carlos Henkels. (A estrada de ferro no Vale do Itajaí: resgate do trecho Blumenau-Warnow/ Angelina C.R. Wittmann- pág. 78 - Blumenau- Edifurb, 2001)

Informações sobre o passeio: http://www.abpfsc.com.br/

 (Estação Catarina: o trem passou por aqui - Organizadora Fátima Venutti - Ed. Nova Letra - Blumenau/ SC 2009)

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